O Comsefaz lança nesta segunda-feira (9) o 2º update do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros – 2ª edição, estudo que traz uma análise detalhada da economia brasileira até o 3° trimestre de 2025 e aprofunda uma avaliação sobre as finanças públicas estaduais até o 5° bimestre do ano passado.
O boletim é o quinto produto da parceria entre o Comsefaz e o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (Cicef) e conta com apoio do Grupo de Gestores das Finanças Estaduais (Gefin). A publicação tem como objetivo contribuir para o debate macroeconômico nacional, com foco especial nos aspectos fiscais, financeiros e tributários dos estados.
Para o diretor institucional do Comsefaz, André Horta, o boletim oferece uma visão abrangente do cenário fiscal e econômico dos entes subnacionais.
“O material apresenta um panorama consistente do sistema financeiro, fiscal e tributário dos estados. Embora identifique a desaceleração da atividade econômica, também evidencia resultados robustos no mercado de trabalho e reforça a capacidade de investimento dos governos estaduais”, afirmou.
O 2º update do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros – 2ª edição está disponível para acesso público no site do Comsefaz.
Finanças estaduais
No campo das contas públicas, a publicação está dividida em duas grandes frentes: a análise do setor público federal e a avaliação das finanças estaduais. No plano federal, o foco recai sobre o desempenho do quinto bimestre de 2025 à luz do Regime Fiscal Sustentável e da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Entre os estados, o boletim destaca que todas as unidades da Federação apresentam relação entre investimento e receita corrente líquida (RCL) superior à da União, reafirmando um padrão observado em edições anteriores. A maior parte desses investimentos segue concentrada em infraestrutura de transportes.
Desaceleração na economia
Na análise macroeconômica, o estudo indica desaceleração do crescimento econômico em 2025 em comparação aos dois anos anteriores. A projeção é de que o crescimento fique abaixo da média anual de 3,3% registrada entre 2023 e 2024. A desaceleração é observada em todos os componentes da demanda agregada, apesar da manutenção de um nível ainda relevante de investimentos.
Segundo o boletim, nos últimos 12 meses a produção industrial avançou 0,9%, o comércio varejista cresceu 1,7% e o setor de serviços apresentou expansão de 2,8%, mantendo-se como o segmento mais dinâmico da economia.
Crescimento do mercado de trabalho
Apesar do cenário de menor ritmo de crescimento, o documento destaca resultados positivos no mercado de trabalho. A taxa de desocupação atingiu mínima histórica de 5,45%. Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, a massa salarial real cresceu 9,7%, enquanto o rendimento médio real do trabalho principal avançou 3,3%.
O boletim dedica uma seção específica às três pesquisas mensais do IBGE (indústria, comércio e serviços) com análise regionalizada. São examinados os dados de outubro de 2025 para cada unidade da Federação, tanto na comparação mensal quanto nos recortes de acumulado no ano e dos últimos 12 meses.
Acesse o boletim na íntegra aqui.