O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, citou a participação dele na 43ª Reunião Extraordinária do Comsefaz, em 28 de maio, e elogiou a parceria com os estados brasileiros durante o processo de elaboração do projeto da reforma tributária.
A declaração foi dada em entrevista concedida em 3 de junho, no Encontros Piauí 2025, projeto criado pela revista Piauí.
Ao responder uma pergunta sobre como resolver a insegurança jurídica no Brasil, o ministro citou a reforma tributária e lembrou da visita ao Comsefaz, realizada no final de maio, na sede do Comitê, em Brasília. Na ocasião, Haddad foi convidado a abrir a reunião pelo presidente do Comsefaz, o secretário de Fazenda do Mato Grosso do Sul, Flávio César.
“Eu estive numa recente reunião com todos os secretários de Estado da Fazenda. Todos estão aliviados porque vão legar para seus sucessores uma condição completamente diferente da que receberam. Foram muito parceiros. Você sabe que tem vários governadores de oposição no Brasil. E não houve, da parte deles, a politização deletéria para impedir que a reforma tributária passasse. Então, quando eu falo que tem que ter uma agenda de Estado, eu tô falando disso. Tem coisas que você tem que preservar, você tem que fazer avançar independentemente da sua posição política, porque é o correto a fazer”, afirmou.
À jornalista da revista Piauí, Haddad comparou a reforma tributária ao Plano Real, que estabilizou a moeda brasileira, em 1994.
“A reforma tributária é um dos passos mais importantes já dados na história da economia brasileira. Ele tem a estatura do plano de estabilização da moeda. Em termos de importância tem a mesma magnitude”, afirmou.
Visita inédita
Fernando Haddad foi o primeiro ministro da Fazenda a visitar a sede do Comsefaz, em Brasília. Após se reunir reservadamente no gabinete da presidência do Comitê com o presidente Flávio César e secretários das Fazendas estaduais, ele abriu a reunião agradecendo a forma como foi recebido pelos gestores:
“Queria agradecer a hospitalidade de ser recebido com palavras tão entusiasmantes sobre as possibilidades que se avizinham para o país, precisamos corrigir essas enormes distorções que tornam a vida da gente um inferno. Porque tudo que a gente quer é salvaguardar as contas públicas, fazer com que os serviços prestados tenham sua forma de financiamento, ganhem eficiência e melhorem a qualidade. Esse é o sonho de qualquer Fazendário: ter a casa arrumada e o Estado funcionando bem para poder desenvolver nossas regiões. Estamos irmanados em relação a isso. Se não fosse o empenho de todos vocês não teríamos tido êxito na aprovação da PEC 45”, disse à época.