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Presidente do Comsefaz participa da solenidade de abertura do evento Fiesp nesta terça-feira(26). Foto: Aylton Vignola/ Fiesp

Comsefaz debate Reforma Tributária e cooperação federativa em evento da Fiesp em São Paulo

A aplicabilidade e a regulamentação da Reforma Tributária do Consumo foram tema de debate nesta terça-feira (26), durante evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. 

Representantes do setor produtivo, autoridades públicas e especialistas para discutir os impactos da nova arquitetura fiscal nos diferentes setores da indústria e os desafios da implementação do novo sistema tributário brasileiro.

O presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) e do Comitê Gestor do IBS (CGIBS), Flávio César Mendes de Oliveira,  afirmou que o país vive um momento histórico com o avanço da implementação da Reforma Tributária. 

“Hoje a reforma tributária definitivamente sai do papel, sai da teoria e da filosofia para a prática. O tema do evento é muito sugestivo, ao tratar dos aspectos práticos e da implantação da reforma tributária. Estamos vivendo um momento histórico no país”, disse na cerimônia de abertura do encontro. 

A cerimônia reuniu autoridades dos três niveis federativos e representantes do setor industrial. Participaram da mesa de abertura o presidente da Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP,  Paulo Skaf;  do presidente do Ciespe, Rafael Cervone Netto, da presidente conselheira do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo; Cristiana de Castro Moraes; do Secretário Especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, dentre outras autoridades presentes.

Cooperação entre os setores

Presidente da Fiesp Paulo Skaf na cerimônia de abertura do evento: Foto: Aylton Vignola/Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, reconheceu a importância da  Reforma Tributária como um  avanço importante para o ambiente econômico brasileiro, especialmente em temas relacionados à simplificação e à competitividade.

“A Reforma Tributária é fundamental. Vamos desonerar exportações, simplificar o sistema, acabar com créditos acumulados e reduzir distorções históricas, como a guerra fiscal”, destacou.

Embora a reforma tributária seja orientada pelo princípio da neutralidade fiscal, no qual a alíquota de referência busca preservar o ambiente econômico preexistente à reforma, Skaf pontuou que um dos principais desafios da nova estrutura tributária ainda será a definição da alíquota final do novo modelo.

“Quando se faz uma reforma, o objetivo é buscar uma carga tributária menor possível. Esse continuará sendo um desafio permanente”, ressaltou ele.

Já o secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, destacou o modelo de cooperação institucional durante a construção da Reforma Tributária e para o combate aos devedores contumazes.

“A reforma tributária foi construída cooperativamente. Estamos recebendo insumos e vamos continuar construindo a regulamentação dessa forma, assim como a implementação do sistema”, destacou.

Painel debate cooperação federativa e avanços do CGIBS

Painel trouxe atualizações sobre a gestão do novo orgão do CGIBS, gerido por estados e municípios. Foto: Aylton Vignola/ Fiesp

Como parte da  programação, Flávio César participou do painel “A Nova Arquitetura do Sistema Tributário: Cooperação Federativa” apresentando os avanços do CGIBS, criado para coordenar a administração do novo imposto compartilhado entre estados e municípios. 

Entre os principais avanços citados estão a aprovação do regulamento do Imposto de Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), com a assinatura da Portaria Conjunta nº 7, que formalizou o reconhecimento das disposições comuns aos regulamentos.

“Nós saímos de um emaranhado de mais de 5 mil regulamentos entre União, estados e municípios para um único regulamento. Esse já é um dos grandes avanços da reforma tributária”, ressaltou.

Outras entregas também foram destacadas pelo presidente, como a aprovação do regimento interno, a criação do portal de atendimento à sociedade, o desenvolvimento do sistema piloto de apuração assistida, que já conta com mais de 300 empresas participantes, além da aprovação das especificações técnicas do split payment. Nesta primeira fase, o CGIBS deverá administrar aproximadamente R$ 1,2 trilhão em recursos, com expectativa de alcançar cerca de R$ 2 trilhões até 2035.

Foto geral das autoridades e especialista presentes no evento. Foto: Aylton Vingnola/Fiesp

Também participaram do painel Luís Felipe Vidal Arellano, secretário municipal da Fazenda de São Paulo e 1º vice-presidente do CGIBS; Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal do Brasil; Anelize Almeida, procuradora-geral da Fazenda Nacional e presidente do Conap; e Fátima Cartaxo, conselheira do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos da Fiesp. A mediação foi conduzida por Maria Cristina MacDowell, especialista principal na Divisão de Gestão Fiscal do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Assista o evento na integra:

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