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CGIBS dá posse a diretores, reforça perfil técnico para implementação do IBS e aprova Programa Nacional de Conformidade Tributária

O Conselho Superior do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) deu posse, na manhã desta quarta-feira (12), em São Paulo, à secretária de Fazenda do Rio Grande do Sul, Pricilla Santana, como 2ª vice-presidenta da entidade, além de 9 integrantes da estrutura diretiva do Conselho.

A cerimônia ocorreu durante a 3ª Reunião Ordinária do CGIBS e marcou uma nova etapa na organização do órgão responsável pela administração do IBS, um dos principais componentes da reforma tributária sobre o consumo.

A nominata apresentada aos conselheiros reúne profissionais das administrações tributárias estaduais e municipais, além de procuradores e especialistas com experiência nas áreas de tributação, fiscalização, arrecadação, tecnologia, gestão financeira e controle. O perfil técnico dos indicados foi destacado ao longo da apresentação como elemento central para enfrentar os desafios da implementação do novo sistema tributário.

Em seu discurso, a nova 2ª vice-presidenta da entidade, Pricilla Santana, agradeceu a confiança e destacou a importância da agenda do Comitê:

“Hoje a gente vai fazer história e contribuir para uma mudança, uma guinada no Brasil e no seu arcabouço tributário. Quem teve a oportunidade de estar com a gente no Rio Grande do Sul, semana passada, percebeu o tamanho, a magnitude daquilo que a gente vai construir hoje. A gente tem que caminhar juntos, temos um compromisso inescapável de entrega no dia 1º de janeiro. Vamos nos irmanar nesse propósito, nesse objetivo e vamos sim chegar ao fim dessa jornada de uma maneira extremamente exitosa”, afirmou.

Secretária de Fazenda do Rio Grande do Sul, Pricilla Santana tomou posse como 2ª vice-presidenta do CGIBS

A posse consolida, assim, a estrutura operacional do CGIBS em áreas estratégicas para a administração do novo imposto. A partir da atuação integrada das diretorias, o Comitê terá entre suas principais tarefas organizar os mecanismos de arrecadação, fiscalização, cobrança, revisão de créditos, tecnologia, informações econômico-fiscais e gestão financeira necessários ao funcionamento do novo modelo tributário.

Além da posse dos diretores, a reunião também debateu estratégias de comunicação e aprovou o Programa Nacional de Conformidade Tributária (PNCT), voltado às obrigações acessórias do IBS e da CBS.

Programa de conformidade

O Programa Nacional de Conformidade Tributária (PNCT) busca garantir uma transição segura e previsível para empresas durante a adaptação dos sistemas aos novos documentos fiscais, fazendo de 2026 um ano de testes e aprendizado. Os contribuintes que aderirem ao programa e corrigirem eventuais inconsistências até o fim do exercício não estarão sujeitos a sanções pelo descumprimento das obrigações acessórias.

A regulamentação é uma medida pontual para dar segurança jurídica a empresas e administrações tributárias durante a transição, sem comprometer a fiscalização futura. O programa prevê a publicação gradual de notas técnicas e manuais orientativos, além da atuação integrada entre o Comitê Gestor e a Receita Federal para acompanhar a implementação e solucionar problemas em tempo real.

A estratégia inclui ainda o apoio aos profissionais de contabilidade e a criação de uma sala de situação conjunta para monitorar a emissão dos documentos fiscais em todo o país.

Presidente Flávio César conduziu reunião do CGIBS que aprovou programa de conformidade

Quem são os novos diretores do Conselho Superior do CGIBS

Entre os nomes empossados está Elvira Cândida, da Bahia, para a Diretoria de Tesouraria. Auditora fiscal desde 2005, ela tem formação em Engenharia Química, Economia e Direito e experiência no desenvolvimento de sistemas financeiros. Ao agradecer a confiança recebida, ressaltou que o CGIBS terá pela frente um grande desafio tecnológico e defendeu que a composição das diretorias seja baseada em critérios estritamente técnicos.

A Diretoria de Tributação ficará sob responsabilidade de Ricardo Oliveira, de Minas Gerais. Auditor fiscal desde 1985 e atuante na área de tributação desde 1999, ele coordenou grupos de trabalho no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e no pré-Comitê Gestor do IBS. Também participou diretamente da elaboração do PLP 108, que resultou na Lei Complementar 227.

A área de Tecnologia da Informação e Comunicação será dirigida por Ricardo Neves, auditor da Receita Estadual do Rio Grande do Sul há mais de 30 anos. Ex-diretor da Administração Tributária e de Tecnologia da Informação da Sefaz-RS, participou do desenvolvimento de documentos fiscais eletrônicos em âmbito nacional. Em sua manifestação, destacou a possibilidade de construir uma administração tributária e financeira de referência global, baseada em cooperação e inovação.

Para a Diretoria de Informações Econômico-Fiscais, foi indicado Luiz Dias, com atuação nos estados do Amazonas e Alagoas. Auditor com 20 anos de experiência na administração tributária, é formado em Ciências da Computação, especialista em Direito Tributário e mestre em Fazenda Pública. Coordenou no Amazonas o projeto da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e) e preside o Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (ENCAT) desde 2020. Ele destacou os desafios tecnológicos e operacionais relacionados à implementação do IBS, incluindo mecanismos como o split payment e o crédito vinculado ao pagamento.

Municípios

Na Diretoria de Procuradoria, assumiu Natália Canuto, procuradora do município do Rio de Janeiro há 13 anos. Indicada pelas secretárias Andréia Senko e Andréia Veloso, ela afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela comissão jurídica.

A Diretoria de Arrecadação e Cobrança será comandada por Wellington Sobrinho, auditor fiscal do município de Marabá (PA) desde 2013. Formado em Ciências Contábeis e estudante de Direito, ele possui experiência em tecnologia aplicada à gestão municipal e agradeceu à Confederação Nacional de Municípios (CNM), ao presidente Paulo Ziulkoski e aos conselheiros pela indicação.

Para a Diretoria de Revisão de Crédito Tributário, foi indicado Leonardo Godoy, auditor fiscal de Japeri (RJ), mestre e especialista em Direito Tributário pelo IBET. Com cerca de 18 anos de experiência nos setores público e privado e formação também em Filosofia, ele afirmou que colocará sua trajetória profissional e acadêmica a serviço do comitê.

Na Diretoria de Fiscalização, o indicado é Fabrício Dameda, auditor fiscal de Porto Alegre desde 2013. Ele já exerceu funções como superintendente da Receita Municipal, chefe de gabinete e secretário adjunto da Fazenda. Com formação em Ciências Contábeis e pós-graduação em Auditoria, destacou a responsabilidade de integrar a equipe encarregada de avançar na implementação da Reforma Tributária.

Auditoria interna, Corregedoria e Gestão da Fazenda

Também integram a estrutura diretiva Diego Araújo, na Auditoria Interna, e Robledo Trindade, na Corregedoria. Auditor fiscal de São José do Rio Preto (SP), Araújo é bacharel em Direito pela USP, mestre e doutorando em Direito, além de possuir especializações em Processo Civil, IFRS e governança pública.

Trindade é auditor no Amapá e tem trajetória de 16 anos na área de educação, como professor e gestor. Formado em Administração e Letras, é mestrando e graduando em Direito. Ao assumir a função, destacou o caráter histórico da criação da estrutura do CGIBS e afirmou que sua atuação será orientada pela prevenção e pela orientação. Ele também informou que pretende encaminhar consulta formal à Procuradoria sobre sua situação no conselho, com o objetivo de estabelecer entendimento jurídico sobre o tema.

A estrutura apresentada inclui ainda a Secretaria de Gestão da Fazenda, cuja função será exercida por uma auditora da Sefaz de Pernambuco, Cindy Ferreira. Servidora desde 2017, ela possui pós-graduação em Gestão Pública e Direito Tributário e experiência em atendimento, planejamento de ações fiscais, monitoramento de contribuintes e gestão. Ao ser indicada, afirmou sentir-se honrada pela confiança e reiterou o compromisso com o trabalho do comitê.

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